Estava frio e contente, o final estav reinventado,
e passando na tv, o passado rememorado.
No chão quase macio - o simulacro do conforto.
e atrás do outro lado do parque do lugar mais incrível da janela
as sombras, todas, reconhecíveis.
Todos num mesmo recipiente faziam eco no porão da noite.
domingo, 8 de setembro de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
título
Literal palavra objeto
de cisto
desisto
Risco natural porém lívido. apavorado. hilariante. comovido. desastrado. exaurido. pavoneante. chocado. Ver nascer chocado. Ver nascer, chocada, a palavra. Desde a primeira rachadura, palavra. Desde o silêncio do interior desse cisto, desisto.
Palavra objeto literal: concreto vazio autônomo de poder.
de cisto
desisto
Risco natural porém lívido. apavorado. hilariante. comovido. desastrado. exaurido. pavoneante. chocado. Ver nascer chocado. Ver nascer, chocada, a palavra. Desde a primeira rachadura, palavra. Desde o silêncio do interior desse cisto, desisto.
Palavra objeto literal: concreto vazio autônomo de poder.
domingo, 18 de agosto de 2013
rascunho espontâneo .dois
Sofá amarelo de plástico, faz a gente suar.
de ficar na janela, naquela janela, só pra esperar ventar; tinha a porta que dava pro mar, mas era de vento que se passava os dias.
E esperava sentado olhazul
Sagrado só era mesmo o momento da casa, sozinha, bronzear na rede.
de ficar na janela, naquela janela, só pra esperar ventar; tinha a porta que dava pro mar, mas era de vento que se passava os dias.
E esperava sentado olhazul
Sagrado só era mesmo o momento da casa, sozinha, bronzear na rede.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
rascunho espontâneo
1.
Estrada nua
Final do beco pintado, neblina constante de poeira e pegada.
Fadiga e o fígado cansado.
Rua.
2.
Passo
Blues, peso, compasso
Blues, beco, espaço
Ao passo dali da cortininha
dá pra se ver
a Avenida Acyr Procópio esmagada
linha pontilhada.
Estrada nua
Final do beco pintado, neblina constante de poeira e pegada.
Fadiga e o fígado cansado.
Rua.
2.
Passo
Blues, peso, compasso
Blues, beco, espaço
Ao passo dali da cortininha
dá pra se ver
a Avenida Acyr Procópio esmagada
linha pontilhada.
domingo, 14 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
mesmi
É preciso fuga do tempo, do eu, do nós, de lugar
A cultura não sai, imantada, e a vida dá errado
Outro lugar, tão fora daqui que não se pode chamar lugar
Para lá é a utopia feliz da fuga
Porque os mesmos protestos cansam,
Os mesmos problemas ferem,
As mesmas desculpas fazem adoecer.
Os repetidos eus, nóses, planetas, sistemas, governos,
revoluções
O mesmo medo
Os sentimentos iguais são chatos
Até o desconhecido é igual ao de sempre
É que se existe um lado de lá onde o mundo é bom,
em que buraco negro, ponto vácuo no espaço,
ponte mística secreta mediadora das dimensões, encontramos o
caminho?
Sermos outros aqui nessa mesmice, dá?
É preciso mudar o mesmo para o inverso dele [e além] também.
Que acredito sim, o inimaginável pode vir a ser. E estar.
E aí é que está. Aí é que seremos novamente.
E seremos novamente. Só que não de novo.
A cultura não sai, imantada, e a vida dá errado
Outro lugar, tão fora daqui que não se pode chamar lugar
Para lá é a utopia feliz da fuga
Porque os mesmos protestos cansam,
Os mesmos problemas ferem,
As mesmas desculpas fazem adoecer.
Os repetidos eus, nóses, planetas, sistemas, governos,
revoluções
O mesmo medo
Os sentimentos iguais são chatos
Até o desconhecido é igual ao de sempre
É que se existe um lado de lá onde o mundo é bom,
em que buraco negro, ponto vácuo no espaço,
ponte mística secreta mediadora das dimensões, encontramos o
caminho?
Sermos outros aqui nessa mesmice, dá?
É preciso mudar o mesmo para o inverso dele [e além] também.
Que acredito sim, o inimaginável pode vir a ser. E estar.
E aí é que está. Aí é que seremos novamente.
E seremos novamente. Só que não de novo.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Ali na janela
A flor murcha, da janela, pode ver o cristo.
Faltou água e sol.
Se não fosse murcha não existiria. Precisou perder cor para ganhar vida.
Ganhou então a imortalidade numa pasta dentro duma pasta.
É na noite fresca que começa o fim da história.
E nos sons em atrito do asfalto.
No silêncio lá em cima soa a melodia das pétalas por entre os vidros surdos das paredes cinza.
Única e só e triste e arte.
Morreu planta, nasceu linda para o mundo apreciar.
E o cristo, rijo, da montanha, pode ver a flor.
Faltou água e sol.
Se não fosse murcha não existiria. Precisou perder cor para ganhar vida.
Ganhou então a imortalidade numa pasta dentro duma pasta.
É na noite fresca que começa o fim da história.
E nos sons em atrito do asfalto.
No silêncio lá em cima soa a melodia das pétalas por entre os vidros surdos das paredes cinza.
Única e só e triste e arte.
Morreu planta, nasceu linda para o mundo apreciar.
E o cristo, rijo, da montanha, pode ver a flor.
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